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	<title>birdwatchers &#187; prensa em português</title>
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	<description>Solo un altro blog targato WordPress</description>
	<pubDate>Mon, 23 Aug 2010 07:38:13 +0000</pubDate>
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		<title>300 guaranì-kaiowà sfilano per le strade di Dourados</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Sep 2008 21:31:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marco Bechis</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Marco Bechis blog]]></category>

		<category><![CDATA[prensa em português]]></category>

		<category><![CDATA[Rassegna Stampa]]></category>

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		<description><![CDATA[ 
Notícias Ambiente Brasil 29/9/08
Guarani Kaiowá pedem agilidade na demarcação de terra 
Cerca de 300 índios Guarani Kaiowá fizeram sábado uma caminhada no centro da cidade de Dourados, em Mato Grosso do Sul, pela demarcação das terras indígenas na região. Já existe um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado pela Funai com o Ministério Público sobre o assunto. O presidente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> </p>
<p class="MsoNormal"><span class="chamada1"><strong><span style="font-family: Verdana; color: #cc3300; font-size: x-small;"><span>Notícias Ambiente Brasil 29/9/08</span></span></strong></span></p>
<p class="MsoNormal"><span class="chamada1"><strong><span style="font-family: Verdana; color: #cc3300; font-size: x-small;"><span>Guarani Kaiowá pedem agilidade na demarcação de terra </span></span></strong></span><span style="font-family: Verdana; font-size: xx-small;"><span></p>
<p>Cerca de 300 índios Guarani Kaiowá fizeram sábado uma caminhada no centro da cidade de Dourados, em Mato Grosso do Sul, pela demarcação das terras indígenas na região. Já existe um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado pela Funai com o Ministério Público sobre o assunto. O presidente da Funai, Márcio Meira, já garantiu que cumprirá o prazo da demarcação, até 2010, e que os setores produtivos terão seus direitos preservados - </span></span><span class="ref1"><strong><em><span style="font-family: Verdana; color: #003333; font-size: xx-small;"><span>OESP, 29/9, Nacional, p.A14.</span></span></em></strong></span></p>
<p> </p>
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		<title>Críticos de Veneza aplaudem filme sobre índios brasileirosGazeta do Povo - 12 settembre</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Sep 2008 08:00:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ufficio stampa</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[prensa em português]]></category>

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		<description><![CDATA[Reuters
O longa de produção italiana retrata o conflito entre índios e fazendeiros, e explora o choque entre dois mundos sobre o pano de fundo das disputas pela terra, encolhimento das florestas e a miséria
Um novo filme italiano leva à tela o conflito entre índios e fazendeiros no Brasil, explorando o choque entre dois mundos sobre [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Reuters</strong></p>
<p><em>O longa de produção italiana retrata o conflito entre índios e fazendeiros, e explora o choque entre dois mundos sobre o pano de fundo das disputas pela terra, encolhimento das florestas e a miséria</em></p>
<p>Um novo filme italiano leva à tela o conflito entre índios e fazendeiros no Brasil, explorando o choque entre dois mundos sobre o pano de fundo das disputas pela terra, o encolhimento das florestas e a miséria. &#8220;Birdwatchers&#8221;, que faz parte da mostra competitiva do Festival de Cinema de Veneza, foi aplaudido calorosamente quando foi exibido para a imprensa na segunda-feira, gerando esperança de que um dos quatro trabalhos italianos da competição oficial possa levar o prêmio máximo do festival, o Leão de Ouro.</p>
<p>Ambientado no Mato Grosso do Sul, o filme foca um grupo de índios guarani-kaiowá que não têm outra perspectiva na vida senão trabalhar para fazendeiros, em condições de escravidão, e ganhar alguns trocados posando para fotos com turistas.</p>
<p>Impelidos pela fome e os suicídios que se repetem em sua comunidade, os índios decidem deixar sua reserva e acampar diante de uma fazenda para reivindicar a devolução de suas terras ancestrais.</p>
<p>Metade documentário e metade ficção, o filme traz 230 guaranis em seu primeiro trabalho como atores, ao lado de atores italianos e brasileiros, entre eles Matheus Nachtergaele, em papéis secundários. Os atores falam suas línguas locais, e o filme é legendado.</p>
<p>O diretor italiano Marco Bechis, filho de mãe chilena que cresceu no Brasil, disse que seu filme trata &#8220;dos sobreviventes de um dos maiores genocídios da história.&#8221;</p>
<p>Quando os portugueses chegaram ao Brasil, em 1500, a população indígena era de estimados 5 milhões de pessoas. Ao longo dos séculos os índios foram escravizados, foram alvos de campanhas de extermínio e vítimas das doenças e do descaso.</p>
<p>Hoje, segundo o grupo Survival International, eles chegam a cerca de 460 mil, de mais ou menos 230 tribos.</p>
<p>Suicídios</p>
<p>Os principais personagens guaranis, que viajaram a Veneza para a estréia do filme, descreveram sua situação numa coletiva de imprensa em clima de emoção.</p>
<p>&#8220;Me faz chorar saber que tantas crianças estão morrendo, tantos de nós estamos morrendo&#8221;, disse Eliane Jucá da Silva, fazendo força para não chorar. &#8220;Somos seres humanos, não apenas índios. Temos pensamentos, idéias, nossa cultura, nossa língua. Só queremos uma possibilidade de continuar a viver.&#8221;</p>
<p>&#8220;Vocês brancos - nós vestimos suas roupas, comemos como vocês, e por que isso? Porque nossa terra, nossa floresta que era cheia de árvores, não existe mais&#8221;, disse ela, falando com a ajuda de um intérprete. &#8220;Só queremos um pedaço de chão para plantar nossas roças e caçar.&#8221;</p>
<p>&#8220;Birdwatchers&#8221; mostra a devastação causada pelo álcool e a depressão na comunidade indígena, onde aumenta o número de suicídios de jovens frustrados por viverem em reservas, sem conseguir alimentar suas famílias e confusos pelo mundo diferente que os cerca.</p>
<p>&#8220;Os suicídios acontecem porque não existe justiça. A única justiça é para os empresários que investem bilhões&#8221;, disse Ambrósio Vilhalva, que representa Nádio, o chefe guarani que lidera a revolta.</p>
<p>Bechis disse que seu filme mostra que a cultura dos indígenas não desapareceu, apesar de eles frequentemente usarem roupas ocidentais.</p>
<p>&#8220;Talvez estejamos acostumados demais a vê-los com penas e flechas, sendo que eles só se fantasiam assim para que os fotografemos. Acho que a intensidade de suas tradições religiosas, espirituais e culturais se mantém quase intacta.&#8221;</p>
<p>&#8220;Birdwatchers&#8221; é um dos quatro filmes italianos da competição principal. Os dois outros exibidos até agora, &#8220;Giovanna&#8217;s Father&#8221;, de Pupi Avati, e &#8220;A Perfect Day,&#8221; de Ferzan Ozpetek, dividiram a opinião dos críticos.</p>
<p><a href="http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/cadernog/conteudo.phtml?tl=1&amp;id=803828&amp;tit=Criticos-de-Veneza-aplaudem-filme-sobre-indios-brasileiros" target="_blank">Ver artigo na Gazeta do Povo</a></p>
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		<title>Filme sobre índios guaranis emociona no Festival de Veneza Afp - 1 setembro</title>
		<link>http://www.birdwatchersfilm.com/news/?p=193</link>
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		<pubDate>Wed, 03 Sep 2008 11:34:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ufficio stampa</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[prensa em português]]></category>

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		<description><![CDATA[VENEZA, Itália (AFP) — A luta dos índios guaranis para manter a sua identidade na sociedade brasileira e o desespero que os leva ao suicídio nas reservas onde são forçados a viver emocionou a Mostra de Veneza com &#8220;Birdwatchers&#8221;, que entrou na disputa pelo Leão de Ouro nesta segunda-feira.
Treze dos 21 filmes na competição pelos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>VENEZA, Itália (AFP) — A luta dos índios guaranis para manter a sua identidade na sociedade brasileira e o desespero que os leva ao suicídio nas reservas onde são forçados a viver emocionou a Mostra de Veneza com &#8220;Birdwatchers&#8221;, que entrou na disputa pelo Leão de Ouro nesta segunda-feira.</p>
<p>Treze dos 21 filmes na competição pelos prêmios que serão entregues no dia 6 de setembro pelo presidente do Juri, o cineasta alemão Wim Wenders, já foram exibidos.</p>
<p>Poucos agradaram nessa 65ª edição, que até o momento se mostrou decepcionante, de acordo com muitos críticos.</p>
<p>Nesta segunda-feira, a animação &#8220;Ponyo on the cliff by the sea&#8221;, do japonês Hayao Miyazaki, recebeu muitos elogios, tanto dos críticos como do grande público, cujas impressões foram reunidas pela revista do festival, a Ciak.</p>
<p>Terceiro dos quatro filmes italianos em competição este ano, que teve uma seleção muito &#8220;nacionalista&#8221;, segundo a revista alemã Der Spiegel -, &#8220;Birdwatchers&#8221;, do ítalo-argentino Marco Bechis, foi bem recebido.</p>
<p>Um barco parado em silêncio em um rio, no coração de uma floresta do Mato Grosso do Sul, próximo à fronteira do Brasil com o Paraguai.</p>
<p>Turistas o observam, de joelhos e em silêncio, um grupo de indígenas que ocupa o barco, rostos pintados de vermelho, arco-e-flecha preparados.</p>
<p>Depois os índios retornam para a floresta, onde recebem uma recompensa por essa pequena apresentação etnográfica, enquanto as pinturas rituais são retiradas dando lugar a jeans e camisetas.</p>
<p>Essa cena inicial dá o tom: &#8220;Birdwatchers&#8221; mostra o outro lado da exploração, mas também o fascínio recíproco que, na região, liga os guaranis aos descendentes dos colonos, hoje proprietários de vastas plantações de soja transgênica.</p>
<p>O filme acompanha a revolta iniciada pelo chefe Nadio (Ambrosio Vilhalva) que, após o suicídio de dois adolescentes, decide retornar com algumas famílias para a &#8220;terra dos ancestrais&#8221;.</p>
<p>Eles acampam ao longo de uma vasta propriedade de um poderoso fazendeiro e são vigiados dia e noite por um capataz armado.</p>
<p>Evitando qualquer maniqueísmo, Marco Bechis descreve finamente o conflito que se instaura, feito de intimidações e de esquivas, mas também de tentativas de aproximações, em particular a relação entre Osvaldo (Abrisio da Silva Pedro), aprendiz de pajé, e a filha do proprietário.</p>
<p>Bechis mostra o impasse no qual se encontra uma população privada da floresta, hoje em grande parte devastada e ocupada, que permitiria que os indígenas mantivessem sua cultura ancestral.</p>
<p>A música barroca do filme foi composta no século XVIII por um missionário jesuíta que foi para a América cristianizar os guaranis, explicou o cineasta, que realizou pesquisas com a ajuda da ONG Guarani-Kaiowa Survival.</p>
<p>&#8220;Os guaranis-kaiowa sobreviveram a um dos maiores genocídios da História&#8221;, afirmou Marco Bechis, autor em 1999 de &#8220;Garage olimpo&#8221; que aborda as torturas praticadas pela ditatura argentina (1976-1983).</p>
<p>Nesta segunda-feira, a Mostra exibiu dois outros filmes em competição.</p>
<p>&#8220;Milk&#8221;, dos turcos Semih Kaplanoglu e Melih Selçuk, que conta a vida de Yusuf, um jovem amante da poesia que vive com sua mãe viúva e a ajuda a produzir queijos no campo.</p>
<p>Em ritmo lento, &#8220;Milk&#8221; não empolgou grande parte dos espectadores.</p>
<p>O norte-americano &#8220;Vegas: based on a true story&#8221;, de Amir Naderi, mostra a decadência de uma família pobre de Las Vegas, convencida de que possui um tesouro enterrado em seu jardim. Essa pequena tragicomédia original seria mais adequada para um curta-metragem, segundo o consenso geral.</p>
<p><a href="http://afp.google.com/article/ALeqM5hPZ_bu8Yhr8wjtkuEnx3pResT4DQ" target="_blank">Ver artigo na Afp</a></p>
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		<title>Imprensa brasileira</title>
		<link>http://www.birdwatchersfilm.com/news/?p=190</link>
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		<pubDate>Wed, 03 Sep 2008 10:25:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ufficio stampa</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[prensa em português]]></category>

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		<description><![CDATA[Diario de Noticias, 230 índios do Mato Grosso invadiram ontem Veneza 
Linear Clipping, Filme sobre índios agrada em Veneza
Jornal do Brasil, Drama das selvas salva participação brasileira
O Globo, Críticos de Veneza aplaudem filme sobre índios brasileiros
Estadao, Birdwatchers emociona em Veneza
Folha, Filme sobre índios guaranis se destaca em Veneza
Uol Cinema, Marco Bechis diz que Lula não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Diario de Noticias</strong>, <a href="httphttp://www.birdwatchersfilm.com/news/?p=189://" target="_blank">230 índios do Mato Grosso invadiram ontem Veneza </a></p>
<p><strong>Linear Clipping</strong>, <a href="http://www.birdwatchersfilm.com/news/?p=188" target="_blank">Filme sobre índios agrada em Veneza</a></p>
<p><strong>Jornal do Brasil</strong>, <a href="http://www.birdwatchersfilm.com/news/?p=187" target="_blank">Drama das selvas salva participação brasileira</a></p>
<p><strong>O Globo</strong>, <a href="http://www.birdwatchersfilm.com/news/?p=186" target="_blank">Críticos de Veneza aplaudem filme sobre índios brasileiros</a></p>
<p><strong>Estadao</strong>, <a href="http://www.birdwatchersfilm.com/news/?p=185" target="_blank">Birdwatchers emociona em Veneza</a></p>
<p><strong>Folha</strong>, <a href="http://www.birdwatchersfilm.com/news/?p=184" target="_blank">Filme sobre índios guaranis se destaca em Veneza</a></p>
<p><strong>Uol Cinema</strong>, <a href="http://www.birdwatchersfilm.com/news/?p=183" target="_blank">Marco Bechis diz que Lula não tem culpa pela situação dos índios</a></p>
<p><strong>Uol Cinema</strong>, <a href="http://www.birdwatchersfilm.com/news/?p=180" target="_blank">Co-produção Brasil-Itália desponta como favorita</a></p>
<p><strong>Gazeta do Povo</strong>, <a href="http://www.birdwatchersfilm.com/news/?p=182" target="_blank">Críticos de Veneza aplaudem filme sobre índios brasileiros</a></p>
<p><strong>Terra</strong>, <a href="http://www.birdwatchersfilm.com/news/?p=181" target="_blank">Aplaudido, ‘Birdwatchers’ traz discurso emocionado de cayowá</a></p>
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		<title>230 índios do Mato Grosso invadiram ontem VenezaDiario de Noticias - 2 setembro</title>
		<link>http://www.birdwatchersfilm.com/news/?p=189</link>
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		<pubDate>Wed, 03 Sep 2008 09:57:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ufficio stampa</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[prensa em português]]></category>

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		<description><![CDATA[Manuela Paixão
Veneza. Ao sexto dia do festival, começam já a desenhar-se preferências e apostas para a vitória final. Ontem, surgiu mais um candidato. &#8216;BirdWatchers&#8217;, do realizador ítalo-chileno Marco Bechis, denuncia a semiescravatura dos índios na floresta brasileira. Basead0 em factos reais e com personagens reais
Cineasta usou  os índios como protagonistas
Os índios do Mato Grosso [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span class="arial_8_cinzaclaro"><strong>Manuela Paix</strong></span><strong>ão</strong></p>
<p><strong>Veneza.</strong> Ao sexto dia do festival, começam já a desenhar-se preferências e apostas para a vitória final. Ontem, surgiu mais um candidato. &#8216;BirdWatchers&#8217;, do realizador ítalo-chileno Marco Bechis, denuncia a semiescravatura dos índios na floresta brasileira. Basead0 em factos reais e com personagens reais</p>
<p><strong>Cineasta usou  os índios como protagonistas</strong></p>
<p>Os índios do Mato Grosso invadiram ontem Veneza. Eram 230 e ocuparam o ecrã da competição pelo ouro dirigidos pelo realizador Marco Bechise. <em>BirdWatchers</em> , o novo filme do cineasta ítalo-chileno Marco Bechis, crescido entre Bueno Aires e São Paulo, denuncia o drama vivido na floresta brasileira, onde nos últimos vinte anos o abate de árvores feito para abrir espaço ao cultivo de transgénicas lançou muitos dos índios para uma vida de semiescravatura e criou graves desajustes no quadro social e familiar do seu povo, como o demonstra o aumento significativo dos suicídios entre os mais jovens.</p>
<p>Baseado na história verídica de um grupo de índios Guarani-Kaiowa desalojados das suas terras, sem acesso aos tradicionais espaços de pesca e caça, obrigados a acampar no limite das terras que foram suas durante séculos e hoje ocupadas e legalmente por fazendeiros, o filme de Bechis traça um quadro de vida de gente obrigada a viver em condições desumanas nas plantações da cana-de-açúcar.</p>
<p>O filme invoca desde logo essas estatísticas negras oficiais, que denunciam o aumento de suicídios entre jovens - 517 nos últimos 20 anos. Um indicador de um quadro social de angústia que provoca a revolta do grupo que, guiado pelo líder feiticeiro da tribo, se instala nos confins de uma propriedade para reclamar a restituição das suas terras na floresta brasileira - o único país sul-americano que não reconhece os direitos dos índios à propriedade das terras. O suicídio de um jovem de 19 anos, que deixa a companheira grávida, desprovida de meios para se sustentar, é o gatilho de uma insurreição violentíssima.</p>
<p>&#8220;Para os 230 personagens, todos interpretados por índios autênticos, fo- ram necessários muitos meses de selecção&#8221;, explicou Marco Bechis na conferência de apresentação. &#8220;Há anos que seguia a campanha de defesa das po- pulações indígenas, documentei-me sobre as tribos sobreviventes e parti à aventura&#8221;, recorda o realizador. &#8220;Na bolsa levava uma máquina fotográfica, um bloco, um gravador áudio, e parti para a cidade de Dourados, capital da produ- ção de soja transgénica.&#8221; O resultado é um filme que serve de manifesto político pela causa dos mesmos homens e mulheres que são protagonistas nesta ficção de base real. &#8220;Estou emociona- da por estar aqui, mas o mais importante será perceber o impacto deste filme no Brasil,&#8221;, declarou Alicelia Ba- tista, indígena e actriz escolhida por Bechis. &#8220;Esta é a história da nossa luta pela sobrevivência&#8221;.</p>
<p><a href="http://dn.sapo.pt/2008/09/02/artes/230_indios_mato_grosso_invadiram_ont.html" target="_blank">Ver artigo na Diario de Noticias</a></p>
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		<title>Filme sobre índios agrada em VenezaLinear Clipping - 2 setembro</title>
		<link>http://www.birdwatchersfilm.com/news/?p=188</link>
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		<pubDate>Wed, 03 Sep 2008 09:51:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ufficio stampa</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[prensa em português]]></category>

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		<description><![CDATA[Ivan Finotti
Co-produção ítalo-brasileira é baseada em história de cacique que liderou acampamento para retomar terras de ancestrais. Escrito por Luiz Bolognesi e Marco Bechis, &#8220;Birdwatchers&#8221; tem no elenco índios e os atores Leonardo Medeiros e Matheus Nachtergaele
&#8220;Birdwatchers&#8221; (observadores de pássaros) começa com uma grande seqüência. Uma canoa com meia dúzia de estrangeiros navega por Mato [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Ivan Finotti</strong></p>
<p><em>Co-produção ítalo-brasileira é baseada em história de cacique que liderou acampamento para retomar terras de ancestrais. Escrito por Luiz Bolognesi e Marco Bechis, &#8220;Birdwatchers&#8221; tem no elenco índios e os atores Leonardo Medeiros e Matheus Nachtergaele</em></p>
<p>&#8220;Birdwatchers&#8221; (observadores de pássaros) começa com uma grande seqüência. Uma canoa com meia dúzia de estrangeiros navega por Mato Grosso do Sul quando, numa curva de um rio, aparecem nove ou dez índios.</p>
<p>Armados com arcos e paus, pintados com ameaçadoras caras vermelhas, eles encaram os turistas e disparam algumas flechas. Minutos depois, colocam seus jeans e suas camisetas baratas e vão receber o pagamento pela atuação como selvagens.</p>
<p>Co-produção ítalo-brasileira (Gullane Filmes no Brasil), o filme do chileno-argentino Marco Bechis é provavelmente o melhor entre os já exibidos na competição de Veneza até agora (ainda faltam sessões de oito dos 21 concorrentes).</p>
<p>A imprensa aplaudiu &#8220;Birdwatchers&#8221; com entusiasmo, ao final da exibição.</p>
<p>História real</p>
<p>O filme, escrito pelo diretor e pelo roteirista brasileiro Luiz Bolognesi (&#8221;Bicho de Sete Cabeças&#8221;), foi inspirado na história do cacique Ambrósio Vilhalva, da etnia guarani-caiová. Vilhalva liderou um acampamento para a retomada das terras de seus ancestrais, em um local hoje ocupado por uma fazenda produtora de soja, em Mato Grosso do Sul.</p>
<p>Os suicídios de jovens da etnia guarani-caiová -cerca de 500 nos últimos 20 anos- são o estopim da trama. Liderados pelo cacique Nádio (interpretado pelo próprio Vilhalva), um grupo (todos também interpretados por índios de Mato Grosso do Sul) parte para acampar em uma fazenda produtiva. O fazendeiro tenta expulsá-los com ameaças, jagunços e veneno jogado de um avião.</p>
<p>Choro</p>
<p>Cinco dos índios-atores foram a Veneza para o festival. Durante entrevista coletiva, Eliane Juca da Silva se emocionou ao falar da morte de crianças por falta de alimentação adequada. &#8220;Hoje não temos rio, não temos água, terra para plantar nem floresta. Não somos só índios, somos humanos também. Temos cultura, raça e língua. E queremos oportunidade para viver&#8221;, disse.</p>
<p>O diretor Marco Bechis lembrou que os índios são os sobreviventes do maior genocídio da história, mas &#8220;sua cultura se mantém intacta. Minha esperança de que eles voltem a ter terras para viver com dignidade é grande, apesar de a potência econômica da agricultura ser uma séria ameaça&#8221;.</p>
<p>Com índios nos papéis principais, o filme conta ainda com atores como Leonardo Medeiros (o fazendeiro), Matheus Nachtergaele (dono de uma venda), Claudio Santamaria (um jagunço), Fabiane Pereira da Silva (filha do fazendeiro) e a italiana Chiara Caselli (mulher do fazendeiro).</p>
<p>Com o subtítulo &#8220;La Terra degli Uomini Rossi&#8221; (a terra dos homens vermelhos), &#8220;Birdwatchers&#8221; será lançado na Itália nesta sexta. No Brasil, a estréia está prevista para dezembro.</p>
<p><a href="http://www.linearclipping.com.br/funai/detalhe_noticia.asp?cd_sistema=45&amp;codnot=482877" target="_blank"></a></p>
<p><a href="http://www.linearclipping.com.br/funai/detalhe_noticia.asp?cd_sistema=45&amp;codnot=482877" target="_blank">Ver artigo na Linear Clipping</a></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Drama das selvas salva participação brasileiraJornal do Brasil - 2 setembro</title>
		<link>http://www.birdwatchersfilm.com/news/?p=187</link>
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		<pubDate>Wed, 03 Sep 2008 09:46:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ufficio stampa</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[prensa em português]]></category>

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		<description><![CDATA[Carlos Heli de Almeida
Birdwatchers’, de Marco Bechis, conquista a crítica 
VENEZA, ITÁLIA
Ainda atordoada com as vaias e as péssimas críticas a Plastic city, a participação brasileira no 65º Festival de Veneza foi redimida ontem pelo ítalo-brasileiro Birdwatchers, longa-metragem sobre a problemática dos índios guarani-caiowà. Co-produzido pela Gullane Filmes – a mesma de Plastic city – [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Carlos Heli de Almeida</strong></p>
<p><em>Birdwatchers’, de Marco Bechis, conquista a crítica </em></p>
<p>VENEZA, ITÁLIA</p>
<p>Ainda atordoada com as vaias e as péssimas críticas a Plastic city, a participação brasileira no 65º Festival de Veneza foi redimida ontem pelo ítalo-brasileiro Birdwatchers, longa-metragem sobre a problemática dos índios guarani-caiowà. Co-produzido pela Gullane Filmes – a mesma de Plastic city – e rodado inteiramente no Mato Grosso do Sul, o filme, dirigido pelo chileno radicado na Itália Marco Bechis, foi recebido com palmas e elogios ontem em sua primeira exibição para a imprensa, tornando-se o primeiro sério candidato a prêmios.</p>
<p>Birdwatchers acompanha os movimentos de um grupo de índios que decide deixar a reserva demarcada pelo governo e ocupar a terra de seus ancestrais, hoje administrada por um rico fazendeiro de produtos transgênicos. De forma sóbria e realista, o filme aborda questões nunca exploradas no cinema nacional ou estrangeiro, como a alta taxa de suicídios entre jovens indígenas, estimulada pela falta de perspectivas, e o conflito entre tradições culturais e o contato com o homem branco. O longa chega ao circuito comercial italiano amanhã, em 55 cópias. O lançamento no Brasil está agendado para dezembro, depois de ser exibido no Festival do Rio e na Mostra Internacional de São Paulo.</p>
<p>&#8220;Somos iguais a vocês brancos&#8221;</p>
<p>O ponto alto da coletiva de imprensa que se seguiu à projeção foi o veemente depoimento de Eliane Juca da Silva, atriz indígena da produção, que conta também com a atuação de Leonardo Medeiros e Matheus Nachtergaele.</p>
<p>– Estou aqui, mas minha cabeça está lá com a nossa gente. Os fazendeiros pensam que somos invasores, mas só queremos um pedaço de terra para plantar – esclareceu Eliane. – Não há mais florestas, não há mais rios para pescar, nossos jovens não têm oportunidade alguma. Mas somos iguais a vocês, nos vestimos e comemos como vocês, brancos, e tenho esperança de que nossa cultura possa ser respeitada.</p>
<p>Na história, Leonardo Medeiros interpreta o rico fazendeiro, que não vê com bons olhos o acampamento de índios nos limites de suas terras. As tentativas de interação pacífica entre brancos e indígenas se realizam apenas no nível da exploração econômica ou sexual. Enquanto isso, a mulher do agricultor recebe visitas de turistas estrangeiros em sua casa, que vão à região para observar pássaros exóticos. O pajé Ambrósio Vilhalva, que empresta ao filme sua experiência como líder de um movimento de ocupação, vociferou que, no Brasil, &#8220;só há justiça para os grandes empresários&#8221;.</p>
<p>– Para esses há juízes, tem governo. Para o índio, para o pobre e para o negro, não – desabafou Vilhalva. – Conheci um índio de 19 anos que se suicidou e deixou a mulher grávida. Ele me perguntava: &#8220;Cacique, como vamos sustentar um filho?&#8221;. Pedi calma, mas ele não agüentou a pressão.</p>
<p>Bechis, que escreveu o roteiro com o brasileiro Luiz Bolognesi (Chega de saudade) após anos de pesquisa, diz-se descrente de solução.</p>
<p>– O poder da indústria agrícola é grande – lamentou o diretor. – O desmatamento é selvagem. Só 2% do território do Mato Grosso do Sul ainda são ocupados por florestas.</p>
<p><a href="http://quest1.jb.com.br/editorias/textosdoimpresso/jornal/cultura/2008/09/02/cultura20080902002.html" target="_blank">Ver artigo na Jornal do Brasil</a></p>
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		<title>Críticos de Veneza aplaudem filme sobre índios brasileiros O Globo - 1 setembro</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Sep 2008 09:39:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ufficio stampa</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[da Reuters
VENEZA - Um novo filme italiano leva à tela o conflito entre índios e fazendeiros no Brasil, explorando o choque entre dois mundos sobre o pano de fundo das disputas pela terra, o encolhimento das florestas e a miséria.
&#8220;Birdwatchers&#8221;, que faz parte da mostra competitiva do Festival de Cinema de Veneza, foi aplaudido calorosamente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>da <strong>Reuters</strong></p>
<p>VENEZA - Um novo filme italiano leva à tela o conflito entre índios e fazendeiros no Brasil, explorando o choque entre dois mundos sobre o pano de fundo das disputas pela terra, o encolhimento das florestas e a miséria.</p>
<p>&#8220;Birdwatchers&#8221;, que faz parte da mostra competitiva do Festival de Cinema de Veneza, foi aplaudido calorosamente quando foi exibido para a imprensa na segunda-feira, gerando esperança de que um dos quatro trabalhos italianos da competição oficial possa levar o prêmio máximo do festival, o Leão de Ouro.</p>
<p>Ambientado no Mato Grosso do Sul, o filme foca um grupo de índios guarani-kaiowá que não têm outra perspectiva na vida senão trabalhar para fazendeiros, em condições de escravidão, e ganhar alguns trocados posando para fotos com turistas.</p>
<p>Impelidos pela fome e os suicídios que se repetem em sua comunidade, os índios decidem deixar sua reserva e acampar diante de uma fazenda para reivindicar a devolução de suas terras ancestrais.</p>
<p>Metade documentário e metade ficção, o filme traz 230 guaranis em seu primeiro trabalho como atores, ao lado de atores italianos e brasileiros, entre eles Matheus Nachtergaele e Leonardo Medeiros, em papéis secundários. Os atores falam suas línguas locais, e o filme é legendado.</p>
<p>O diretor italiano Marco Bechis, filho de mãe chilena que cresceu no Brasil, disse que seu filme trata &#8220;dos sobreviventes de um dos maiores genocídios da história&#8221;.</p>
<p>Quando os portugueses chegaram ao Brasil, em 1500, a população indígena era de estimados 5 milhões de pessoas. Ao longo dos séculos os índios foram escravizados, foram alvos de campanhas de extermínio e vítimas das doenças e do descaso.</p>
<p>Hoje, segundo o grupo Survival International, eles chegam a cerca de 460 mil, de mais ou menos 230 tribos.</p>
<p><strong>Suicídios</strong></p>
<p>Os principais personagens guaranis, que viajaram a Veneza para a estréia do filme, descreveram sua situação numa coletiva de imprensa em clima de emoção.</p>
<p>&#8220;Me faz chorar saber que tantas crianças estão morrendo, tantos de nós estamos morrendo&#8221;, disse Eliane Jucá da Silva, fazendo força para não chorar. &#8220;Somos seres humanos, não apenas índios. Temos pensamentos, idéias, nossa cultura, nossa língua. Só queremos uma possibilidade de continuar a viver.&#8221;</p>
<p>&#8220;Vocês brancos - nós vestimos suas roupas, comemos como vocês, e por que isso? Porque nossa terra, nossa floresta que era cheia de árvores, não existe mais&#8221;, disse ela, falando com a ajuda de um intérprete. &#8220;Só queremos um pedaço de chão para plantar nossas roças e caçar&#8221;.</p>
<p>&#8220;Birdwatchers&#8221; mostra a devastação causada pelo álcool e a depressão na comunidade indígena, onde aumenta o número de suicídios de jovens frustrados por viverem em reservas, sem conseguir alimentar suas famílias e confusos pelo mundo diferente que os cerca.</p>
<p>&#8220;Os suicídios acontecem porque não existe justiça. A única justiça é para os empresários que investem bilhões&#8221;, disse Ambrósio Vilhalva, que representa Nádio, o chefe guarani que lidera a revolta.</p>
<p>Bechis disse que seu filme mostra que a cultura dos indígenas não desapareceu, apesar de eles frequentemente usarem roupas ocidentais.</p>
<p>&#8220;Talvez estejamos acostumados demais a vê-los com penas e flechas, sendo que eles só se fantasiam assim para que os fotografemos. Acho que a intensidade de suas tradições religiosas, espirituais e culturais se mantém quase intacta&#8221;.</p>
<p>&#8220;Birdwatchers&#8221; é um dos quatro filmes italianos da competição principal. Os dois outros exibidos até agora, &#8220;Giovanna&#8217;s father&#8221;, de Pupi Avati, e &#8220;A perfect day,&#8221; de Ferzan Ozpetek, dividiram a opinião dos críticos.</p>
<p><a href="http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2008/09/01/criticos_de_veneza_aplaudem_filme_sobre_indios_brasileiros-548032511.asp" target="_blank">Ver artigo na O Globo</a></p>
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		<title>Birdwatchers emociona em VenezaEstadao - 1 setembro</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Sep 2008 09:32:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ufficio stampa</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Luiz Zanin Oricchio
Comovente a entrevista coletiva de Birdwatchers, longa-metragem do ítalo-argentino Marco Bechis rodado no Mato Grosso do Sul. Estiveram presentes, além do diretor e dos atores italianos, Chiara Caselli e Claudio Santamaría, cinco indígenas brasileiros, que fizeram parte do elenco e que são, na verdade, os protagonistas do projeto. Uma delas, em particular, chamou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Luiz Zanin Oricchio</strong></p>
<p>Comovente a entrevista coletiva de Birdwatchers, longa-metragem do ítalo-argentino Marco Bechis rodado no Mato Grosso do Sul. Estiveram presentes, além do diretor e dos atores italianos, Chiara Caselli e Claudio Santamaría, cinco indígenas brasileiros, que fizeram parte do elenco e que são, na verdade, os protagonistas do projeto. Uma delas, em particular, chamou a atenção pela contundência. Falando de forma segura e olhando nos olhos dos interlocutores, a índia Eliane Juca da Silva conteve as lágrimas e disse: &#8220;Vocês estão aqui me vendo e eu estou vendo vocês. Quero dizer que nós, os indígenas, existimos e temos orgulho de ser o que somos. Não temos mais florestas para caçar nem rios para pescar. Hoje nós estamos usando a roupa de vocês, comendo a comida que vocês comem, mas queremos que saibam que temos a nossa própria cultura, a nossa língua, os nossos costumes. Tudo o que queremos é oportunidade para sobreviver.&#8221; Falou em ótimo português, e foi muito aplaudida.</p>
<p>Mas o filme de Marco Bechis não se destaca apenas por defender uma boa causa, ou por seus propósitos politicamente corretos. Sustenta-se como linguagem cinematográfica. Começa com uma cena de grande força. Vemos um barco de turistas contemplando um grupo de índios na margem. Índios com seus trajes típicos, de arco e flecha, pintados. O barco passa e os índios vão receber seu dinheiro. Estavam lá, caracterizados, como num palco, fazendo o papel&#8230; de índios, para deleite de turistas. Depois que o barco passa, embolsam a grana e então vestem suas pobres roupas ocidentais, andrajos, e voltam à sua realidade de índios semi-aculturados, e sem lugar no mundo.</p>
<p>Birdwatchers busca um tom quase documental. Mostra a relação entre índios e fazendeiros da região - um deles, interpretado por Leonardo Medeiros. E também com exploradores, como Dimas (Matheus Nachtergaele), dono de uma venda e também agenciador de índios como bóias-frias no corte da cana-de-açúcar. O conflito, como todos sabem, é pela posse da terra. O fazendeiro sustenta que sua família vive na região há três gerações. Para dar ênfase ao discurso, segura um punhado de terra, como se dela se apropriasse. A resposta do índio é genial. Ele também pega do chão um punhado de terra&#8230; e o come. Ele não está lá há algumas gerações. A terra não é dele; a terra é ele. Essa cena foi interpretada por Leo Medeiros e pelo cacique Ambrosio Vilhalva - também presente em Veneza.</p>
<p>O filme estréia hoje em 59 salas na Itália e chega ao circuito comercial brasileiro em dezembro, depois de passar pelas mostras do Rio e de São Paulo. Sem comparar as obras entre si: Birdwatchers junta-se a Brava Gente Brasileira, de Lúcia Murat, e Serras da Desordem, de Andréa Tonacci, como comentário recente - e pertinente - sobre o não-lugar do índio na sociedade brasileira. O filme é pungente, e dá o que pensar.</p>
<p>A competição apresentou ainda os concorrentes Vegas, Based on a True Story, de Amir Naderi (EUA), e Süt (Leite), de Semi Kaplanoglu (Turquia). Vegas é um filme em suporte digital, que parte de uma boa idéia, mas depois se perde na obviedade. Como diz o título, ambienta-se em Las Vegas e se pretende uma fábula sobre o jogo e, em última instância, sobre as ilusões do capitalismo. Uma família vive numa casa na periferia da cidade - marido, mulher, filho adolescente. O casal joga, ocasionalmente, nas máquinas de caça-níqueis que existem em toda a parte. Até que um dia alguém aparece tentando comprar a casa deles por um preço exorbitante. Conversa vai, conversa vem, ficam sabendo que existe um tesouro - uma valise com dinheiro, produto de roubo - enterrado no jardim. A partir daí, a família entra em clima obsessivo, tentando encontrar a fortuna. Daria um bom curta-metragem. Esticada, a parábola perde força, pela redundância.</p>
<p>Já o filme turco Leite agradou bastante à pequena platéia que ficou para vê-lo na última sessão de imprensa da noite. Começa também com uma cena impressionante: uma mulher pendurada de cabeça para baixo numa árvore vomita uma cobra. Através da seqüência, o espectador é introduzido a um universo rural da Turquia, que parece tanto brutal como místico. Pelo menos pelas imagens propostas pelo diretor. Nesse meio rústico, vive o rapaz Yussuf, que não consegue entrar na universidade, tem aspirações literárias e precisa dar um jeito de viabilizar a existência material.</p>
<p>Só que na região não há empregos. Ou, por outra, existe apenas uma carreira para quem é pobre e não pôde estudar - trabalhar nas minas da região. É o que Yussuf procura evitar, exercendo durante algum tempo a função de entregador de leite - daí o título. No entanto, essa descrição pode dar a impressão de um tom realista que o filme não tem. Através de longos planos, o diretor busca uma dimensão reflexiva e metafísica para a aventura interior do seu personagem. De feitura delicada, interiorizada, cheia de simbologia, Leite procura se deter mais no movimento interno do protagonista, em suas emoções e conflitos, do que no exterior. Belo filme.</p>
<p><strong>Gondoleiras</strong></p>
<p>ONDE FOI PARAR?: A atriz Tainá Müller, que faz parte do elenco brasileiro de Plastic City, contou ao Estado que conversou com o presidente do júri, Wim Wenders. O cineasta alemão lhe perguntou o que acontecia com a personagem de Tainá, uma prostituta de uma boate da Liberdade, que &#8220;some&#8221; da trama. &#8220;Não tenho a mínima idéia&#8221;, respondeu a moça.</p>
<p>CIRURGIA: Ciente dessa e de outras falhas em Plastic City, responsáveis pela má recepção em Veneza, o produtor Fabiano Gullane confidenciou ao Estado: &#8220;Vamos abrir o filme&#8221;, disse. Traduzindo o jargão cinematográfico: Plastic City volta à mesa de edição para ser remontado. É esperar para ver se há cirurgia que dê jeito. Será preciso apelar a um Pitanguy da moviola.</p>
<p>MISTÉRIO: Os críticos acharam 35 Rhums, belíssimo trabalho da francesa Claire Denis, um dos melhores senão o melhor filme visto até agora em Veneza. Por que passou fora de competição e não disputa o Leão de Ouro? &#8220;Foi um acordo meu com a diretora&#8221;, responde, de maneira misteriosa, o diretor da mostra, Marco Müller. Se alguém entender, que explique.</p>
<p><a href="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20080902/not_imp234550,0.php" target="_blank">Ver artigo na Estadao</a></p>
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		<title>Filme sobre índios guaranis se destaca em VenezaFolha - 1 setembro</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Sep 2008 09:26:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ufficio stampa</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[da France Presse
A luta dos índios guaranis para manter a sua identidade na sociedade brasileira e o desespero que os leva ao suicídio nas reservas onde são forçados a viver emocionou a Mostra de Veneza com &#8220;Birdwatchers&#8221;, que entrou na disputa pelo Leão de Ouro nesta segunda-feira.
Treze dos 21 filmes na competição pelos prêmios que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>da <strong>France Presse</strong></p>
<p>A luta dos índios guaranis para manter a sua identidade na sociedade brasileira e o desespero que os leva ao suicídio nas reservas onde são forçados a viver emocionou a Mostra de Veneza com &#8220;Birdwatchers&#8221;, que entrou na disputa pelo Leão de Ouro nesta segunda-feira.</p>
<p>Treze dos 21 filmes na competição pelos prêmios que serão entregues no dia 6 de setembro pelo presidente do Juri, o cineasta alemão Wim Wenders, já foram exibidos.</p>
<p>Poucos agradaram nessa 65ª edição, que até o momento se mostrou decepcionante, de acordo com muitos críticos.</p>
<p><strong>Elogios</strong></p>
<p>Nesta segunda-feira, a animação &#8220;Ponyo on the Cliff by the Sea&#8221;, do japonês Hayao Miyazaki, recebeu muitos elogios, tanto dos críticos como do grande público, cujas impressões foram reunidas pela revista do festival, a Ciak.</p>
<p>Terceiro dos quatro filmes italianos em competição este ano, que teve uma seleção muito &#8220;nacionalista&#8221;, segundo a revista alemã Der Spiegel, &#8220;Birdwatchers&#8221;, do ítalo-argentino Marco Bechis, foi bem recebido.</p>
<p>Um barco parado em silêncio em um rio, no coração de uma floresta do Mato Grosso do Sul, próximo à fronteira do Brasil com o Paraguai. Turistas o observam, de joelhos e em silêncio, um grupo de indígenas que ocupa o barco, rostos pintados de vermelho, arco-e-flecha preparados. Depois os índios retornam para a floresta, onde recebem uma recompensa por essa pequena apresentação etnográfica, enquanto as pinturas rituais são retiradas dando lugar a jeans e camisetas.</p>
<p>Essa cena inicial dá o tom: &#8220;Birdwatchers&#8221; mostra o outro lado da exploração, mas também o fascínio recíproco que, na região, liga os guaranis aos descendentes dos colonos, hoje proprietários de vastas plantações de soja transgênica.</p>
<p>O filme acompanha a revolta iniciada pelo chefe Nadio (Ambrosio Vilhalva) que, após o suicídio de dois adolescentes, decide retornar com algumas famílias para a &#8220;terra dos ancestrais&#8221;.</p>
<p>Eles acampam ao longo de uma vasta propriedade de um poderoso fazendeiro e são vigiados dia e noite por um capataz armado.</p>
<p>Evitando qualquer maniqueísmo, Marco Bechis descreve finamente o conflito que se instaura, feito de intimidações e de esquivas, mas também de tentativas de aproximações, em particular a relação entre Osvaldo (Abrisio da Silva Pedro), aprendiz de pajé, e a filha do proprietário.</p>
<p>Bechis mostra o impasse no qual se encontra uma população privada da floresta, hoje em grande parte devastada e ocupada, que permitiria que os indígenas mantivessem sua cultura ancestral.</p>
<p>A música barroca do filme foi composta no século 18 por um missionário jesuíta que foi para a América cristianizar os guaranis, explicou o cineasta, que realizou pesquisas com a ajuda da ONG Guarani-Kaiowa Survival.</p>
<p>&#8220;Os guaranis-kaiowa sobreviveram a um dos maiores genocídios da História&#8221;, afirmou Marco Bechis, autor em 1999 de &#8220;Garage olimpo&#8221; que aborda as torturas praticadas pela ditatura argentina (1976-1983).</p>
<p><strong>Ritmo lento</strong></p>
<p>Nesta segunda-feira, a Mostra exibiu dois outros filmes em competição.</p>
<p>&#8220;Milk&#8221;, dos turcos Semih Kaplanoglu e Melih Selçuk, que conta a vida de Yusuf, um jovem amante da poesia que vive com sua mãe viúva e a ajuda a produzir queijos no campo.</p>
<p>Em ritmo lento, &#8220;Milk&#8221; não empolgou grande parte dos espectadores. O norte-americano &#8220;Vegas: based on a true story&#8221;, de Amir Naderi, mostra a decadência de uma família pobre de Las Vegas, convencida de que possui um tesouro enterrado em seu jardim. Essa pequena tragicomédia original seria mais adequada para um curta-metragem, segundo o consenso geral.</p>
<p><a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u440094.shtml" target="_blank">Ver artigo na Folha</a></p>
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